ESSE BLOG TEM A FINALIDADE DE DIVULGAR AS APARIÇÕES DE JACAREÍ,QUE JÁ ACONTECEM Á 25 ANOS . DESDE O DIA 7 DE FEVEREIRO DE 1991 , NOSSA SENHORA,NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,SÃO JOSÉ ,O ESPÍRITO SANTO, OS ANJOS E SANTOS ,APARECEM EM JACAREÍ ,SÃO PAULO,BRASIL , A UM JOVEM CHAMADO MARCOS TADEU .ESSAS SÃO AS ÚLTIMAS APARIÇÕES PARA A HUMANIDADE, ESSE E O ÚLTIMO AVISO DO CÉU PARA O MUNDO , A DECISÃO É SUA. SITE:www.aparicoesdejacarei.com.br
RÁDIO MENSAGEIRA DA PAZ
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
02.08.2011-Mensagem de Nossa Senhora transmitida a vidente Mirjana Soldo
“Queridos filhos; Hoje Eu convido-os a nascer de novo em oração e através do Santo Espírito, para se tornarem um povo novo com Meu Filho; um povo que sabe que se eles perderem a Deus, eles perderão a si mesmos; um povo que sabe que, com Deus, apesar de todos os sofrimentos e provas, eles estão seguros e salvos. Eu chamo vocês a se reunirem na família de Deus e serem fortalecidos com a Força do Pai. Como indivíduos, Meus filhos, vocês não podem parar o mal que quer começar a governar neste mundo e destruí-lo. Mas, de acordo com a vontade de Deus, todos juntos, com Meu Filho, vocês podem mudar tudo e curar o mundo. Eu os convido a orar com todo o seu coração pelos seus pastores, porque o Meu Filho os escolheu. Obrigada.”
SANTA LÍDIA SUA FESTA DIA 03 DE AGOSTO
Lídia, primícia do cristianismo da Europa, natural de Tiatira, cidade da Ásia, era pagã mais "temente a Deus", isto é, uma prosélita da religião hebraica, era judia, em Filipos na Macedônia, onde o Apóstolo Paulo, em companhia de Silas, Timóteo e Lucas, chegou na segunda viagem missionária, entre os anos 50 e 53. Os missionários de Cristo, após terem pisado o solo europeu, aguardaram o Sábado para encontrar os correligionários hebreus em um lugar, na margem do rio, onde presumiam que eles pudessem se reunir (na falta de uma sinagoga) para a oração em comum e a leitura de alguma página da Escritura. "No Sábado – narra São Lucas nos Atos dos Apóstolos – saímos porta afora, às margens do rio, onde supúnhamos que se fizesse oração. Sentados, dirigimos a palavra às mulheres que se haviam reunido. Uma delas, chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira, adoradora de Deus nos escutava. O Senhor lhe abriu o coração, de sorte que ela aderiu às palavras de Paulo". Supõe-se que Lídia fosse abastada e tivesse muita autoridade na família, uma vez que o tecido com que trabalhava era precioso, e seu testemunho foi suficiente para que seus familiares pedissem o batismo, aceitando os missionários em casa como hóspedes bem-vindos. Os missionários de Cristo conseguiram, assim, sua primeira conquista em terra européia: uma mulher, Lídia, protótipo e símbolo de todas as mulheres que trariam entre as paredes de seu lar, a chama da fé em Cristo. A rica comerciante, dócil à graça, havia anteposto os interesses do espírito aos econômicos, abandonando o comércio para recolher-se com outras mulheres na proseuca (lugar de oração), junto às margens do rio Gangas. Lídia, trazida à sua alma pelas palavras do Apóstolo e pela graça batismal, pediu com doce insistência, ou melhor, obrigou os missionários a aceitarem a sua hospitalidade. Dessa maneira, a casa de Lídia tornou-se o primeiro centro comunitário, a primeira igreja na Europa. Para a Igreja de Filipos, talvez, também, por mérito de Lídia, São Paulo teve palavras de comovente ternura, chamando estes Cristo de "caríssimos e desajeitamentos, alegria e coroa". Embora nos falte informação a respeito do culto de Santa Lídia, os sinais da sua santidade são evidentes na sua pronta resposta à graça. —
JACAREÍ, 19 DE DEZEMBRO DE 2010
CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU
MENSAGEM DE SANTA LÍDIA
“Amados irmãos! Eu, LÍDIA, serva do Senhor e da Mãe de Deus, vos abençôo hoje agora e vos dou a Minha paz.
Vós sois chamados a serdes os trabalhadores do Senhor,a preparar a Sua Vinha para o Seu regresso e deveis portanto, esforçar-vos para cumprir esta digníssima missão, a fim de que o Senhor encontre muitos frutos de santidade quando Ele enfim regressar.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,perseverando todos os dias: no amor de Deus, na prática das virtudes, no exercício de todas as boas obras, na observância dos Mandamentos do Senhor, e sobretudo, vivendo como se hoje fosse o último dia de vossas vidas, como se cada dia fosse o último dia de vossas vidas, e não tivésseis mais o amanhã para realizardes boas obras por Deus e pela a salvação das almas. Para que assim, a vossa alma, o vosso coração, sempre zeloso de cumprir aquilo que Deus deseja de vós, possa verdadeiramente, crescer cada dia mais: em amor, em sabedoria e em fruto de toda a boa obra.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,vivendo como Nós os Santos vivemos, reputando por nada as glórias, alegrias e amores passageiros deste mundo e tendo sempre como único bem, como único objeto do amor das vossas almas: o Sumo bem, Deus mesmo e Sua vontade. Para que assim, vivendo sempre mais para Ele, as vossas vidas sejam perfeitos cânticos de amor e de louvor ao Senhor.
Sejam verdadeiras vidas imersas na transcedência do amor divino,e as vossas almas sejam sempre mais, imagem viva e perfeita do amor do Senhor!
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,procurando sempre mais estirpar das vossas almas: os defeitos, as vossas fraquezas, fortalecendo-vos sempre mais com o bom e forte alimento da oração contínua, assídua, fervorosa, íntima, profunda, recolhida e sempre mais feita com o coração. Com o bom alimento da meditação da vida dos Santos, de Suas meditações tão ricas e preciosas, tão profundas e verdadeiras. De forma que as vossas almas cheias da sabedoria divina, possam preferir mais a sabedoria do Céu, que a sabedoria dos homens. E as vossa almas possam assim vencer as vãs sabedorias do vosso tempo, deste mundo, que sempre é uma sabedoria vã sem Deus e tantas vezes contrárias à sabedoria de Deus. Para que assim, as vossas almas crescendo sempre mais no conhecimento de Deus, de Seu amor, de Sua vontade, de Sua lei se tornem sábias aos olhos Dele, desprezando tudo o que o demônio, que o mundo e a carne vos oferecem como verdadeiro bem e buscando sempre mais as coisas verdadeiramente preciosas que são as coisas celestes.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,levando sempre mais a Palavra Dele, a Palavra de Maria Santíssima, a Nossa Palavra a todas as almas que ainda não Nos conhecem. Para que assim, conhecendo o Nosso Amor, conhecendo o quanto queremos salvá-los, o quanto queremos que eles sejam felizes ao Nosso lado para sempre no Céu, as almas presas de amor pelo Senhor, por Maria Santíssima, pelo Céu, se entreguem a Nós, se deem a Nós, se deixem guiar por Nós, formar por Nós, conduzir por Nós sempre mais na direção do perfeito cumprimento e da vontade do Senhor. Assim, vossas almas plantando a semente da Palavra do Senhor em tantos corações, farão com que germinem sementes de santidade, de bondade, de amor e de vida divina em muitos corações. E o Senhor verá enfim a Sua Vinha crescer dia após dia até tornar-se a verdejante Vinha, um verdejante Vinhedo para a Sua maior alegria, glória e satisfação.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,dando sempre mais o exemplo de cumprimento das Mensagens, um exemplo de obediência às Mensagens do Senhor, o exemplo de obediência e amor às Mensagens da Mãe de Deus, para que assim, as vossas almas possam verdadeiramente ser espelhos claríssimos que dão ao Senhor a alegria de ver que o Seu reflexo luminoso espargir-se sobre as almas, sobre o mundo e as nações, banindo todas as trevas e fazendo sempre mais com que o Seu amor triunfe sobre o mal do inferno, a luz sobre as trevas, o bem sobre o mal.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,perseverando em toda a boa obra, renunciando a todo o tipo de mal, fugindo das ocasiões de pecado e lutando bravamente para vencerdes o vosso próprio ‘eu’ corrompido, para que assim, sejais verdadeiros campeões do Senhor dignos da medalha de honra e da coroa que Ele vos entregará quando vier para dar a cada trabalhador segundo o quanto tiver produzido, como tiver produzido e onde tiver produzido.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor,sendo como Eu mesma fui, operosa, nunca ociosa, na busca da vontade do Senhor, no cumprimento de Sua vontade e na realização de Seu divino beneplácito.
O Senhor virá em breve, para dar a cada trabalhador segundo as suas obras. Enchei vossas mãos de bons e santos frutos, santificando o vosso tempo na Terra, sendo os bons trabalhadores da Vinha do Senhor.
A todos neste momento, abençôo e cubro com as mais preciosas e generosas bençãos do Céu.
A paz. A paz Marcos, amado Meu, amigo dileto Meu.”
Vejam o vídeo desta Aparição e Mensagem:
Parte 1:
http://www.gloria.tv/?media=120506
Parte 2:
http://www.gloria.tv/?media=120528 —
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Dia de Nossa Senhora dos Anjos e Santo Eusébio de Vercelli 02 de Agosto
JACAREÍ, 01 DE AGOSTO DE 2010
CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP
CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU
(Dia de Nossa Senhora dos Anjos - 02 de Agosto)
NOSSA SENHORA
"-Marcos, Meu filho predileto e amadíssimo.
Alegra-te Comigo! Alegra-te, porque hoje mais uma parte do Meu Plano se cumpriu finalmente e Eu alcancei mais um nível, mais um estágio de vitória nos Meus Planos de salvação de toda a humanidade.
Alegrem-se Comigo todos os Meus filhos fiéis que acreditaram, que obedeceram as Minhas Mensagens ao longo de todos esses anos, mesmo sem terem Me visto ou ouvido Minhas Palavras saírem de Minha boca.
Alegrem-se todos os Meus filhos que se dedicaram, que se consagraram a Mim, que se entregaram completamente ao Meu Coração Imaculado e seguiram pela estrada da Oração, da Penitência e da Conversão que Eu apontei.
Alcançamos mais um degrau, subimos mais um degrau de vitória no grande plano de salvação do Meu Coração Imaculado, para o mundo todo! E de vitoria em vitória chegaremos à vitória definitiva no Triunfo do Meu Coração Imaculado.
Perseverai! Perseverai agora, no caminho que Eu vos apontei: da Oração, do Sacrifício, da Penitência, do Amor, da Humildade, da Renúncia e do desprezo a vós mesmos, ao mundo e à vossa vontade corrompida; para que possais cada dia mais: seguir pela estrada do amor, da generosidade, da fé, da esperança, da graça e da salvação. Para que desta forma, Nós trabalhando juntos possamos ainda resgatar muitas almas que estão dominadas pelo pecado e por satanás e reconduzi-las ao Senhor da Salvação e da Paz, pelo caminho que Eu vos tenho mostrado ao longo de todos estes anos nas Minhas Mensagens.
Avante, Meus filhos queridos! Estou convosco, Estou junto de vós! Acompanho-vos a cada dia e a cada passo que dais. Alegro-Me com cada progresso que fazeis no caminho do verdadeiro amor, da verdadeira renúncia de vós mesmos, do desapego à vossa vontade e da entrega sempre mais generosa e confiante a Deus, a Mim e aos Meus Planos de Amor e Salvação.
Alegra-te! Alegra-te muito Marcos, porque foste responsável em grande parte por esta Minha vitória, por este Meu Plano que cada dia mais se cumpre e que vai galgando os degraus do sucesso e da vitória a cada dia no mundo, a despeito de satanás, a despeito dos Meus inimigos e do próprio mundo. Que se alegrem contigo todos aqueles que Me amam como tu, que Me querem como tu, que Me obedecem como tu e que Me seguem como tu.
A Paz, Meu filho bem amado.
A Paz a todos os Meus filhos, que Me amam, que Me obedecem e Me seguem com amor."
Santo Eusébio de Vercelli
Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345.
Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina.
Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico.
Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses.
Depois do exílio de seis anos, Eusébio foi o primeiro a participar do Concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, santo Atanásio. Só então passou a evangelizar, dirigindo-se, primeiro, a Antioquia e, depois, à Ilíria, onde os arianos, com sua doutrina, continuavam confundindo o povo católico. Batalhou muito combatendo todos eles.
Mais tarde, foi para a Itália, sendo recepcionado com verdadeira aclamação popular. Em seguida, na companhia de santo Hilário, bispo de Poitiers, iniciou um exaustivo trabalho pela unificação da Igreja católica na Gália, atual França. Somente quando os objetivos estavam em vias de serem alcançados é que ele voltou à sua diocese em Vercelli, onde faleceu no dia 1o. de agosto de 371.
Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade santo Eusébio de Vercelli não morreu em testemunho da fé, como havia ocorrido com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu esse título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de 1969, sua festa foi marcada para o dia 2 de agosto. Nesta data, as suas relíquias são veneradas na catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
1 DE AGOSTO DIA DE SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, no dia 27 de setembro de 1696, sendo seus pais de origem nobre. Era o mais velho dentre sete irmãos. De rara inteligência, recebe em 1712 o doutoramento em direito civil e canônico, sendo um dos advogados mais célebres e requisitados de Nápoles. Não lhe faltaram também temperamento e dons artísticos: poeta, músico, arquiteto e pintor... A experiência do mundo, uma causa inesperadamente perdida nos tribunais, a corrupção aí existente, mudam radicalmente sua vida. Ingressa no grupo diocesano da "Propaganda" e inicia seu contato com o abandono dos pobres nas áreas urbanas e arredores de Nápoles. Como membro das "Misses Apostólicas" inicia suas pregações missionárias em vastas e dificílimas regiões do sul da Itália. Ordenado sacerdote, em 1726, desenvolve seus ministérios entre os "lazzaroni" da cidade de Nápoles, massa excluída e marginalizada pela sociedade e pela Igreja. Para eles cria as célebres "Cappelle Serotine" (Capelas Vespertinas). Em 1732, após contato com cabreiros e pastores abandonados nas montanhas de Scala, reúne um grupo para evangelizar os mais abandonados. Nasce assim a Congregação do Santíssimo Redentor.
Escritor fértil, deixou-nos mais de cem obras, dentre as quais se destacam:
Teologia Moral (1746)
A oração, grande meio da salvação (1759)
A prática do amor a Jesus Cristo (1761)
Glórias de Maria (1750)
Visitas ao Ssmo. Sacramento e a Maria Ssma. (1745)
Nomeado bispo de Santa Águeda dos Godos, no sul da Itália, renuncia, após fecundo ministério, por motivos de idade e saúde, em 1775. Retira-se para junto de seus congregados em Nocera dei Pagani, onde morre. Encerrava-se assim uma vida de noventa e um longos e fecundos anos. Era o dia primeiro de agosto de 1787.
Beatificado em 1816, canonizado em 1839, é declarado Doutor da Igreja (1871) e Padroeiro dos Moralistas e Confessores (1950).
Afonso é, sem dúvida, uma das mais eminentes figuras da Igreja e da Espiritualidade cristã.
Visitando os Ligório
Os Ligório têm sua residência em Marianella, na cidade de Nápoles, alegre e palpitante de vida e agitação. A família é de origem nobre. Dom José, capitão das Galeras Reais, muito religioso e fortemente marcado por bruscas e violentas cóleras. Pertence mais ao mar que à família. Temperamento forte e rígido, aliado a uma grande severidade. A mãe, dona Ana Cavalieri, se destaca pela doçura e acolhimento. É o oposto do pai. Filha de um ministro da Corte Suprema de Justiça. Todos os pais "sonham" um futuro para os filhos. Aqui sonha-se muito alto. Um futuro de advogado!
Nápoles é uma cidade ao sul da Itália. No tempo dos Ligório manifesta-se como uma colcha de retalhos, marcada por um colorido e uma diversidade muito grandes. São os nobres com suas vestes vistosas; são os clérigos e religiosos, um imenso batalhão; são os comerciantes e ambulantes que, com seus gritos, interpelam os passantes. Nápoles dos marinheiros, Nápoles das prostitutas. Dos mendigos, dos vadios e andantes. Gente que forma um contingente de trinta mil. Nápoles dos "lazzaroni", dos excluídos da vida social e eclesial. Nápoles dos escravos turcos e negros. Nápoles dos contrastes, dos doentes incuráveis, no seu grande e afamado hospital.
Os Ligório têm oito filhos. O mais velho, Afonso, ficou na história, aliás, bastante movimentada. Pupila dos olhos de Dom José, porque mais velho e herdeiro, é cercado de todos os cuidados. Investe-se caro nele: estuda em casa, tendo os melhores professores. Seus talentos serão cultivados. Jovem nobre, pratica os esportes da classe: esgrima, equitação, caça... Hábil nos jogos, fervoroso jogador de cartas. Não se descuida, porém, da prática religiosa. Devoto do Ssmo. Sacramento e da Ssma. Virgem Maria. Participa também do oratório de São Felipe Néri.
Aos 16 anos, doutor em direito civil e eclesiástico. Aos 18, começa advogar. Serão oito anos sem perder uma causa sequer! Tudo vai bem, do jeito que pensa e sonha seu pai, Dom José. Nápoles toda publica as glórias do jovem advogado e o nome dos Ligório está em alta. Percebe-se um futuro certo, de fama e de sucesso.
Mudando de rota...
Os tribunais, que são a vida de Afonso e dos Ligório, estão indo de vento em popa. Nada parece derrubar este "ás" do direito. E, como acontece, grandes causas para os grandes advogados! Assim surgiu um processo entre duques, envolvendo grande soma em dinheiro. Gente graúda e interesses do Imperador da Alemanha e do Papa Bento XIII estão em jogo. E foi aqui a queda de Afonso. Devido à corrupção da Corte Judicial, Afonso perde a causa. Sonho acabado! Decepção geral! O jovem e célebre advogado vai para a boca do povo. O ídolo se quebra e cai do pedestal.
Como reage Afonso? Busca o refúgio do quarto, onde curte, por três dias, o "desastre". Porta fechada, sem comer, sem se comover com as preocupações da mãe. Ao terceiro dia, a porta se abre e os Ligório vêem um novo Afonso. Sua frase, que caiu como um raio nos tribunais: "Mundo, agora te conheci! Adeus tribunais! Não me vereis jamais!" torna-se realidade. Ela vem confirmada com a manifestação de Deus no Hospital dos Incuráveis, onde atuava junto aos doentes. Lá sente Deus que o convoca para nova missão. A advocacia de Nápoles tinha seu ponto final. Decidido, vai até a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, e deposita aos seus pés a espada de cavaleiro nobre.
E o pai? A vida se torna dramática e, para Dom José, o sonho acabou. Diante das insistências do pai para que continue, Afonso responde: "Pai, os tribunais são uma página virada em minha vida". As insistências são contínuas, mas ninguém consegue remover do coração de Afonso a idéia de abandonar os tribunais. E ainda mais, se não bastasse isso, Afonso decide-se ser padre! O coração do pai não agüenta. O "lobo do mar" entra em soluços e movimenta amigos e familiares no sentido de demovê-lo da idéia. Sem efeito. Afonso torna-se seminarista externo. E, em 21 de dezembro de 1726, é ordenado padre. Não será um a mais, entre os dez mil que vivem em Nápoles. Será - repetindo a experiência de advogado - o mais eminente deles, pelo seu zelo, pela sua pregação e pelas suas qualidades de confessor. Afonso tem seus 30 anos de idade.
A serviço dos pobres...
A história de Afonso está marcada pela solidariedade com os pobres. Dedica, desde jovem, especial interesse e ação junto deles. Participa de diversas confrarias da época, cuja finalidade era dar assistência aos diversos tipos de pobreza. Uma das atividades era a de se constituir mendicantes, a fim de angariar fundos para as obras de assistência aos pobres. Citamos algumas delas:
- Os condenados à morte: Afonso se inscreve na "Compagnia di Santa Maria Sucurre Miseris", fundada em 1591, que tem por finalidade confortar e consolar na fé os condenados à morte, principalmente nos dias que antecediam a execução. Outra finalidade era acompanhá-los até o local de execução e depois proceder aos funerais. Suas famílias eram igualmente objeto de assistência da Confraria.
- Os doentes incuráveis: Afonso pertenceu à Confraria dos Doutores, sob o patrocínio da Virgem da Visitação, cuja finalidade era visitar e cuidar dos doentes do hospital "Santa Maria del Popolo", popularmente chamado de Hospital dos Incuráveis. Tinha mil e trezentos leitos, "mil e trezentas misérias físicas, mentais, de homens e mulheres, a maior parte irreversíveis; todos pobres, uma vez que os ricos se tratavam em casa".
- Os "lazzaroni": cerca de trinta mil à margem da vida, vivendo ao léu, e dependendo mais da caridade alheia. Será este seu grupo preferido, quando padre em Nápoles. Para eles cria as assim chamadas "Cappelle Serotine", reuniões ao entardecer, uma das mais lúcidas iniciativas pastorais de seu século. Locais de reunião são os cantos das praças, as oficinas, os fundos de casebres. Constituíam-se grupos de até cem pessoas. Afonso girava, visitando e animando. Proibidos de se reunirem nos lugares públicos, o cardeal de Nápoles, entusiasmado com a obra, abre-lhes capelas e igrejas. Na sua morte, temos setenta e cinco grupos funcionando a pleno vapor.
- Os "infiéis": Afonso se inscreve no Colégio da Sagrada Família (Colégio dos Chineses) que preparava missionários para a evangelização da China. Sempre teve grande desejo de ir às missões estrangeiras, embora nunca lhe fosse possível. Os abandonados não estão só em Nápoles.
O descanso que virou missão...
Há experiências que ficam na vida da gente e que determinam novo rumo na vida. Assim aconteceu na vida de Afonso. Super-requisitado na Igreja de Nápoles e empenhado nos trabalhos apostólicos, fica doente. Acamado e em perigo de morte, o médico recomenda suspender as atividades e partir para um período de descanso. Uma estafa exige dele ausência de tudo e de todos. Parte então para um descanso em Amalfi, junto com alguns amigos. Um encontro com o vigário geral de Scala modifica seu itinerário. Por que não ir a Santa Maria dos Montes, logo acima de Scala? E assim fizeram. Estamos em 1730.
Santa Maria dos Montes fica nas montanhas de Scala. É lugar de pastores de rebanhos de cabras. Eles estão aqui e acolá, esparramados com suas cabras por toda a extensão. Gente rude, pobre, fora da sociedade e da Igreja. Sua riqueza, as cabras e as peles de cabras. Devagarinho eles se aproximam do grupo que, tomado de compaixão, começa a evangelizá-los. O descanso vira missão...
Desce as montanhas de Scala e visita seu bispo Dom Nicolau Guerriero, amigo com quem não se encontrava havia doze anos. E, com a visita, vem logo o convite para pregar na catedral da cidade.
E lá vai Afonso com sua palavra forte e convincente, cheia de unção e da força do Espírito. Ali perto, a uns duzentos metros, religiosas de um mosteiro acompanham de longe e lhe suplicam que reparta com elas também o pão da Palavra. Ao partir, a reação do povo de Scala é uma só: "Fique conosco!" Lá em cima, nas montanhas, estão os cabreiros a esperar... a esperar Afonso que fala de Deus, que fala do amor.
É preciso voltar para Nápoles. O "descanso" acabou. Afonso, porém, volta diferente. Deixa ali seu coração e uma preocupação o persegue: quem irá evangelizar esse povo?
Regressando a Nápoles, deixou aí seu coração e não abandonou seus diletos cabreiros. Vendo sua necessidade, rezava, pedindo a Deus que suscitasse alguém para servi-los.
A freira "visionária"...
Scala mexeu profundamente com Afonso, balançando sua segurança em Nápoles. Mas deveria ser algo que com a tempo passaria. E assim a vida continuava na sua pastoral intensa. Em Scala, porém, uma freira chamada Maria Celeste Crostarosa tem uma visão, comprometendo Afonso numa obra a se iniciar. Na véspera da festa de São Francisco de Assis, ela vê o Senhor e, perto dele, Francisco de Assis e, mais perto, Afonso. Uma voz anuncia: "Eis o homem que eu escolhi para dirigir o meu Instituto".
Certificando-se da visão, Afonso se assusta e a primeira atitude é de medo e espanto. Uma bomba explode em sua vida. E agora? Seria verdade ou ilusão?
Acreditar ou não nesta visão de freira? Inicia-se um longo processo de discernimento. Busca seu diretor espiritual que o aconselha a não dar, no momento, muito crédito, e continuar sua vida de missionário. E ele parte para os lados de Foggia, com alguns companheiros. Regressando a Nápoles, o seu diretor espiritual
lhe anuncia: é obra de Deus! O discernimento, porém, não pára aí. Consulta outros homens sábios e de reconhecida prudência, que confirmam: é obra de Deus! É preciso partir!
Assim, nada mais resta senão obedecer. "Fazendo a Jesus Cristo um sacrifício total na cidade de Nápoles, se oferece para viver o resto de sua vida nas estrebarias, nas choças, nas cabanas, e morrer cercado pelos pastores."
A freira que acendeu a fagulha não poderia imaginar a intensidade das chamas. A resistência do pai, o abandono de colegas, a ridicularização constante... dilaceram a alma de Afonso. Jogavam em seu rosto as vantagens de sua primogenitura, os talentos que Deus lhe dera, o apreço que os seus tinham na Corte, os honorários que recebia... O fato era tema de conversa nos bares e botequins. Nápoles não queria perdê-lo e o julgava precioso demais para o tipo de evangelização a que se propunha. Para os pobres não precisava desperdiçar tantos talentos... Depois, para que buscar pobres em Scala? Por acaso Nápoles não os tem? E Afonso já não trabalha com eles?
Afonso venceu a tentação e deixou Nápoles, resolutamente. Os cabreiros de Scala sorriram.
Adeus, Nápoles...
Tarde de dois de novembro de 1732. Uma data marcante para Afonso e sua família. Para Afonso, marca de libertação, de ir para onde Deus indicava. Marca de fidelidade ao chamado - provocação de Deus. É o dia da vitória de Deus. Com isso os cabreiros e a Igreja de Deus ganham e ganham muito. Marca de dor e de certa revolta da família, que o queria perto de si. Perda para Nápoles. Para sua igreja que o estima e venera como líder, grande pregador. Marcas de alegria, marcas de tristezas...
Alguém montando num burrico - a montaria dos pobres do tempo - e mais dois companheiros deixam a cidade em silêncio e despercebidos. Era Afonso que, sem mesmo se despedir dos seus, toma o rumo de Scala, lugar onde Deus nasceu para ele, no rosto do pobre sem Evangelho. Deixa a terra querida, os amigos, a fama e o sucesso certo. Troca de grupo abraçando os cabreiros de Scala. Cada passo é um distanciamento da vida segura e relativamente fácil. Cada passo é aproximação do mundo inseguro e incerto de Scala. Passo a passo vai-se concretizando o projeto de Deus para Afonso. "O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me ungiu e me enviou para proclamar a Boa Nova aos pobres"...
Enfim, Scala, encarapitada na montanha. Uma cidadezinha que escala, com ousadia, as montanhas. Scala que esconde o mistério de Deus, mais além, na vida de cabreiros e pastores. Scala, onde Deus se faz rústico, pobre, no rosto cansado e sofrido de cada pastor de cabras. Agora, Scala de Afonso e de seus companheiros.
Começa o tempo bonito de consolidar uma opção. Reuniões, conversas, orações. O que se rezava? O que se conversava e refletia? O novo projeto, a missão que agora se inicia. É preciso programar-se. Assim se decide pela data da fundação oficial do novo grupo de evangelizadores dos pobres. Será no dia nove de novembro de 1732, e receberá o nome de Santíssimo Salvador (mais tarde mudado para Santíssimo Redentor). Os congregados do Santíssimo Salvador adotam um escudo: sobre três pequenos montes, a cruz. Esponja e lança, sinais da paixão. Os monogramas de Jesus e Maria. É a senha de identificação: "Copiosa Apud Eum Redemptio". ("Junto dele a Redenção é abundante".)
Os pobres abandonados são evangelizados...
Um novo grupo de evangelizadores dos abandonados? Para quê? Nápoles já tinha tantas congregações, tantos sacerdotes... Perguntas e pensamentos que invadiam o coração de tantos e tantos. Inconformados com a atitude pouco gentil de Afonso, abandonando-os para abraçar outros, choviam questões e mais questões. Tudo isso certamente chegava ao coração de Afonso e também ele fizera para si mesmo todas estas perguntas. Respondeu-as com a vida, com seu êxodo, com sua ruptura com a sociedade e a Igreja local, com sua prática concreta. Havia gente que ninguém abraçava, porque pobres, grosseiros, que só entendiam de cabras e de pastos. Gente sem a cultura da cidade, dos ilustres e ilustrados. Gente que não possibilitava retorno algum. Só traziam incômodo, despesas, e ir até eles exigia muito sacrifício. Não compensava. Por isso, viviam abandonados.
No gesto de Afonso começaram a entender que havia necessidade de gente com coragem para isso. Aqui estava um grupo de fronteira, disposto a suar a camisa, a comer o pó das estradas, a revelar Deus, custe o que custasse. Eles não poderiam ser excluídos da mesa da Palavra e da Vida. E o grupo dos congregados do Santíssimo Redentor era para isso. De início, poucos. Mas valentes e corajosos. Logo se dispuseram a andar evangelizando, buscando o abandonado lá onde vivia e se encontrava.
Uma característica do grupo, logo evidenciada nas suas origens: não morar fora e longe dos abandonados. As residências do grupo não serão em Nápoles, mas o mais próximo possível dos pobres. Assim o grupo poderá girar mais facilmente entre eles e eles poderão participar mais comodamente da vida dos missionários. Irão às suas Igrejas, rezarão com eles, reunir-se-ão em suas casas para os exercícios espirituais... Uma novidade muito grande, que deu muito pano para manga. Eles não são missionários só fora, mas a comunidade, a casa, tudo é missão contínua. Assim os redentoristas continuam Jesus, Redentor, que armou sua tenda no meio de nós. E como um de nós, nos transformou e efetivou a salvação. "O verbo se fez carne e habitou entre nós! E nós vimos sua glória!"
Sinal de contradição...
Afonso foi para os seus sinal de contradição. Em primeiro lugar, para a própria Igreja da época, que deixava no abandono os pobres dos campos. Com sua opção por eles e com a vida junto deles, Afonso provoca a Igreja a assumir atitudes diferentes frente aos empobrecidos. É preciso amar os mais pobres afetiva e efetivamente, como o próprio Jesus fez, dando-lhes tempo e atenção preferenciais.
Diante de uma mentalidade muito rigorosa que punha a lei e o pecado como realidades supremas da vida cristã, Afonso lança, como substitutivos, o amor e a misericórdia. Em vez de pintar Deus como aquele que castiga, numa justiça de vingança e severidade, Afonso volta à tradição bíblica do Deus Amor. Deus nos ama: eis o anúncio predileto fundamental de toda a vida de Afonso. Assim faz da pastoral, e principalmente da moral, a moral do amor de Deus que se transforma em misericórdia. Propugna Afonso um rosto benévolo de Deus, um Deus que se faz próximo no amor e que por isso se encarna, morre e permanece sempre conosco na Eucaristia. Amor que se comunica, expandindo misericórdia. Em vez de provocar medo e ações positivas por causa da vingança-condenação de Deus nos infernos, Afonso provoca uma resposta de amor: diante do amor tão grande de Deus, nós somos levados a amá-lo também.
O amor misericordioso de Deus se revela de modo especial no sacramento da Reconciliação. Este sacramento tornar-se-á marcante em sua vida. É o homem da escuta aberta, amiga, amorosa. É o homem da palavra forte, convincente, que provoca conversão e volta ao Pai e aos irmãos. O homem da reconciliação.
Ele dizia sobre a qualidade do confessor: "rico de amor e suave como o mel".
Essa sua atitude, calcada no amor e na misericórdia, foi reconhecida pela Igreja. Em 1950, o Papa Pio XII o declarava padroeiro dos confessores e dos moralistas. Até hoje os redentoristas têm na Igreja essa saudável missão: continuar Afonso Maria no primado do amor e da misericórdia.
Homem de muitos livros...
Afonso foi um hábil escritor. Deixou mais de cem obras, escritas para ajudar o povo cristão no aprofundamento e no reafervoramento de sua fé. Em sua época havia uma mentalidade rigorista e "iluminista". Aliada ao rigor dos assim chamados jansenistas, que limitavam a mesa da vida a poucos lugares, estava a propagação de uma religião elitista, banhada na razão, que tirava todo sentimento e declarava inócua uma prática de devoção popular. Afonso vai contra a corrente e através de todos os meios quer mostrar o rosto verdadeiro de Deus. Assim, escreve e coloca seus livros nas mãos do povo. Ensina a seu povo a verdade da fé e o leva a rezar. Seus livros são avidamente procurados e se constituem leitura básica e obrigatória para todos os que querem uma fé clara, firme, explícita. Ele tem autoridade junto ao povo e à sociedade da época. Para os sacerdotes que têm como ministério a orientação moral do povo, escreveu sua Teologia Moral, inaugurando um novo método de fazer moral: a moral do amor e da misericórdia.
Mostrou ao povo a beleza de Maria, em seu livro "Glórias de Maria Santíssima".
Deixou-nos a pérola preciosa da "Prática do amor a Jesus Cristo", o tesouro das "Visitas ao Santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima". Escreveu sobre a oração um livrinho que ele gostaria de pôr nas mãos de cada pessoa. Célebre sua frase: "Quem reza se salva, quem não reza se condena!" Escreveu sobre os mistérios de Cristo, sobre sua encarnação, paixão-morte. Escreveu às religiosas, aos leigos. Elaborou diversas novenas para festas populares. Levou o povo a meditar o mistério da morte através de seu escrito "Preparação para a morte".
Afonso não se contentou só com a pregação, a reconciliação. Colocou todos os seus dons a serviço da evangelização dos empobrecidos. Revela-nos uma vida totalmente consagrada a uma missão. Permitiu que nele Deus fosse palavra convocadora, gesto reconciliador e pena esclarecedora. Formou assim a consciência religiosa de sua época. Chegou até a influir na formação de uma língua italiana comum, entendida por todos. É considerado o melhor prosador religioso do século XVIII na Itália.
Bispo renovador...
Em 1762, com seus 66 anos de idade, já adoentado, é nomeado bispo. Várias vezes já tinham vindo com esta história. Enquanto conseguiu, recusou resolutamente. Mas chegou o momento de mais este ato de disponibilidade total. Deus o convocava a um novo êxodo. Era preciso partir, deixando os seus congregados, sua congregação que tanto amava... Assim chegou o tempo de colocar-se mais uma vez a caminho. Dessa vez para uma outra insignificante cidadezinha, Santa Águeda dos Godos. De nada valera a situação de sua saúde abalada: "Dom Ligório, de sua cama, governa melhor a diocese que muitos bispos jovens e com saúde".
Em Santa Águeda dos Godos, onde pastoreou por treze fecundos anos, demonstrou zelo invejável. Renovou o seminário, pois daí saíam os ministros do povo. Cuidar dos candidatos ao sacerdócio é uma forma de amar o povo. Organizou na diocese as misses gerais, aprofundou a formação de seu clero, dando-lhe mais condição de melhor atender o povo... Envolveu todo o povo na solidariedade e no cuidado dos pobres durante a grande fome que sobreveio à região...
Em 1775, com seus setenta e nove anos, deixa a diocese e retorna para o aconchego de sua congregação e de seus congregados. Pagani torna-se o lugar de seus últimos anos. Continuou na sua vida fecunda de oração, orientação e publicações. No dia primeiro de agosto de 1787, com seus noventa e um anos, falece piedosamente, rodeado por seus co-irmãos, redentores dos empobrecidos. Afonso partia, mas deixava consolidada a grande obra de Deus, a Congregação do Santíssimo Redentor. Eram doze horas. Sua Congregação contava com cento e oitenta e três religiosos. Morria sem ver realizado o sonho da unificação da Congregação, dividida em dois ramos: o napolitano e o dos Estados Pontifícios. Afonso morria canonicamente fora da Congregação que fundara.
Hoje sua Congregação se acha espalhada pelo mundo todo, continuando Jesus Cristo Redentor no anúncio da Boa-Nova aos abandonados. Como Afonso, continua espalhando as glórias de Maria, no quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Nele e através dele todo redentorista proclama: "Filho(a), eis aí tua Mãe!"
O homem Afonso de Ligório
De todos os modos, Santo Afonso era uma personalidade extraordinária. O historiador Louis Vereeke, C.Ss. R., descreve-o para nós: "Ardente e ricamente dotado por natureza de uma delicada sensibilidade, uma vontade tenaz e inteligência profunda, Afonso era mais dado ao pensamento prático do que à pura especulação. Tinha, num grau raro, uma consciência do concreto, um senso prático. Em seu relacionamento com os outros, possuía nobreza de modos e era afável e benevolente com todos, especialmente com os pobres, e possuía um bom humor sorridente..." No decorrer de sua longa e enérgica vida, estas características tiveram bom uso. Depois de crescer em uma família abastada e praticar advocacia durante alguns anos, aos trinta anos foi ordenado padre. Ocupou o resto de sua vida com suas numerosas realizações. Apenas cinqüenta e dois anos após sua morte, em 1839, Afonso foi canonizado depois de um estudo completo de sua vida e seus escritos. Devido aos seus inúmeros talentos, a Igreja conferiu-lhe honras especiais. Em 1871 foi nomeado Doutor da Igreja, honra concedida a um pequeno número de teólogos durante a longa história da Igreja. Em 1950, a fim de reconhecer seus notáveis escritos de teologia moral, a Igreja o nomeou "o santo patrono dos teólogos e confessores".
"Não basta fazer boas obras, é preciso fazê-las bem."(Santo Afonso)
PREGADOR DO EVANGELHO E DOUTOR DA SANTA IGREJA/
ROGUE A DEUS QUE NOS PROTEJA..."
SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP-BRASIL
Jacarei, 08 de Dezembro de 2006
Mensagem de Maria Santíssima e dos outros Santos que neste dia apareceream e comunicaram mensagens não publicada nesta sessão. (procurar pela data se quiser vê-la por inteiro)http://www.avisosdoceu.com.br/Mensagens_2006.php
Mensagem de Santo Afonso Maria de Ligório
“- Marcos, eu, Afonso Maria, venho te abençoar hoje, predileto da Mãe de Deus e do Altíssimo Senhor. Agradeço-te por divulgares nos Rosários Meditados as glórias de Maria Santíssima que eu escrevi. Oh sim, através destes Rosários Meditados aquelas glórias da Mãe de Deus que há 300 anos eu escrevi e deixei como testamento de amor a humanidade, finalmente estas glórias chegam ao conhecimento da multidão dos filhos da Mãe de Deus, e estas glórias finalmente realizam o seu trabalho e produzem o seu fruto, fruto de amor, de obediência, de reverencia, de suma estima e de total e plena Consagração das almas à Mãe de Deus. Eu te agradeço. Te agradeço por seres o meu eco. Continua a ser o meu eco no meio de um mundo que esmoreceu no seu amor para com a Mãe de Deus. Num mundo que perdeu o que tinha de mais belo e mais encantador que era a devoção filial, terna, submissa e cheia de temor para com a Mãe de Deus. Sê o meu eco! Continua sendo o meu eco para que esta humanidade possa ser curada das chagas que o maligno lhe abriu, para que a humanidade possa de novo reencontrar a devoção e o amor supremo a Maria Santíssima que perdeu por sua própria culpa e negligência. Cura as chagas da devoção a Mãe de Deus feitas pelo maligno e que muito a diminuíram e fizeram quase desaparecer. Em verdade te digo Marcos, todo aquele que te ouvir, ouvirá a Mãe de Deus e a Nosso Senhor, ouvirá os Sagrados Corações Unidos. Todo aquele que ouvir as glórias de Maria que tu gravas e divulgas, ouvirá a minha voz. Aquele que não te ouvir, desprezará a mim, desprezará os Sagrados Corações Unidos, desprezará o próprio Altíssimo. Sê fiel. Sê a continuação do meu ideal de tornar Maria amada, conhecida, venerada, admirada, exaltada, obedecida e amada por todos e por cada um dos seres humanos. Seja a minha continuação na terra e terás um grande tesouro no Céu. Tesouro que alias, já tens acumulado e que já se encontra em grande abundancia a tua espera. Eu abençôo a todos que estão aqui hoje, a todos os que amam as glórias de Maria que eu cantei, que eu escrevi, que eu deixei como testemunho de meu amor a Ela. Abençôo com as mais copiosas bênçãos da Imaculada Conceição da Mãe de Deus todos os que rezam os Rosários Meditados, as Trezenas e as Orações que saem deste lugar. Eu protejo este lugar, de norte a sul e de leste a oeste eu o percorro todos os dias, o cubro de bênçãos, o guardo e o defendo, e defendo todos aqueles, que são parte deste Santuário, que são o Santuário vivo da Mãe de Deus, que obedecem e crêem nas suas Mensagens. A paz.”
MEDITAÇÕES DOS SANTOS DE DEUS - VOL.2 -
(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO- A FUGA DAS OCASIÕES DE PECADO)
(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO- A FUGA DAS OCASIÕES DE PECADO)
http://pt.gloria.tv/?media=141605
MEDITAÇÕES DOS SANTOS DE DEUS - VOL.6 -
(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO- A NECESSIDADE DA ORAÇÃO)
(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO- A NECESSIDADE DA ORAÇÃO)
Assinar:
Postagens (Atom)

