ESSE BLOG TEM A FINALIDADE DE DIVULGAR AS APARIÇÕES DE JACAREÍ,QUE JÁ ACONTECEM Á 25 ANOS . DESDE O DIA 7 DE FEVEREIRO DE 1991 , NOSSA SENHORA,NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,SÃO JOSÉ ,O ESPÍRITO SANTO, OS ANJOS E SANTOS ,APARECEM EM JACAREÍ ,SÃO PAULO,BRASIL , A UM JOVEM CHAMADO MARCOS TADEU .ESSAS SÃO AS ÚLTIMAS APARIÇÕES PARA A HUMANIDADE, ESSE E O ÚLTIMO AVISO DO CÉU PARA O MUNDO , A DECISÃO É SUA. SITE:www.aparicoesdejacarei.com.br
22.10.2011- SÁBADO – 14HS- ORAÇÃO DAS MIL AVE MARIAS
23.10.2011- DOMINGO – 9HS- CENÁCULO OBS.: CONTINUEMOS A REZAR MAIS INTENSAMENTE PELAS INTENÇÕES E SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DO SANTUÁRIO. SEJAMOS GENEROSOS Á ALTURA DE TANTAS GRAÇAS REBEBIDAS NESTE PARAÍSO CELESTE, FAÇAMOS JEJUNS, PENITÊNCIAS E SACRIFÍCIOS. O SANTUÁRIO PRECISA REALIZAR OBRAS EMERGENCIAIS, PEÇAMOS AO CÉU QUE NOVOS COLABORADORES SEJAM SUSCITADOS E TOCADOS EM SEUS CORAÇÕES A ESTE CHAMADO.
CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP MENSAGEM DE NOSSA SENHORA E SANTA FELICIDADE COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA
“-Amados filhos, hoje novamente convido-vos ao Amor! Abri os vossos corações ao perfeito amor do Senhor, deixando entrar nele a Sua graça, deixando entrar nele a Sua paz, deixando que Ele mude completamente as vossas vidas, as transforme até que elas se tornem conforme o Seu divino beneplácito. Sim Meus filhos! Eu venho chamar-vos ao amor verdadeiro, que não conhece cansaço, nem demora, nem medida. O amor verdadeiro não é mesquinho, não regula o quanto se doa para o Senhor e para Mim, mas pelo contrário, é generoso, dá-se cada vez mais e quanto mais se dá, mais deseja dar-se porque a sua felicidade consiste justamente em repartir, em doar, em partilhar a graça, a misericórdia e o amor do Senhor para com todos. O amor que é verdadeiro, não sabe demorar-se, é pronto, rápido e decidido no cumprimento da divina vontade do Senhor, esquece-se de si mesmo, despreza-se a si mesmo por causa do amor maior do Senhor. Por isso a alma que tem o verdadeiro amor é rápida, pronta e firme no cumprimento da vontade do Senhor, esta vontade e a sua realização é a sua força, é aquilo que a move, impulsiona para frente e ela não tem outra alegria nem satisfação maior do que se não, cumprir esta vontade. Eu vos chamo a este amor generoso que nunca se cansa. A alma que verdadeiramente ama ao Senhor, embora carregada de muitas tribulações, provações e sofrimentos às vezes não se cansa, porque sua força vem da própria fornalha do amor divino que nunca diminui, nem esfria. Por isso ela está sempre em paz, está sempre confiante e serena, embora a embarcação de sua alma seja sacudida às vezes por mil ventos e mil ondas de sofrimentos. A alma, porém não soçobra, não sucumbe, não afunda, porque está confiante naquele que a dirige e que a conduz cada dia que é o senhor com seu imenso AMOR! Eu vos convido Meus filhos, a aprenderdes de Mim, a Mãe do verdadeiro Amor, a Mãe do belo Amor, o amor perfeito para com o Senhor, para com o próximo, a fim de que assim, verdadeiramente o amor do Senhor triunfe neste mundo cheio de ódio, de violência e de pecado, quando cada dia mais se atenta contra a vida do próximo e os seus bens. Eu vos convido, verdadeiramente a buscardes este amor através da oração, sobretudo do Meu Rosário, a vitória do AMOR DIVINO no mundo se dará pelo Meu Rosário e é por meio das almas que rezam o Meu Rosário todos os dias que Eu hei de espalhar a chama do AMOR DIVINO, a Minha chama em todos os corações. É PELO ROSÁRIO QUE EU QUERO VIVER, REINAR E TRIUNFAR NA TERRA! SERÁ POR ESTA ORAÇÃO QUE O MEU CORAÇÃO VERDADEIRAMENTE LANÇARÁ RIOS DE LUZ NESTE MUNDO PARA DISSIPAR TODA A TREVA DE PECADO, DE IMPIEDADE E DE MALDADE. POR MEIO DO MEU ROSÁRIO, UM DIA EU CANTAREI:HOSANA, VITÓRIA, VITÓRIA DO MEU SENHOR, SOBRE TODOS OS POVOS, SOBRE TODAS AS NAÇÕES E EM TODOS OS CORAÇÕES! E VÓS MEUS FILHOS, QUE ME AMAIS, QUE ME ESCUTAIS, QUE ME SEGUIS, TAMBÉM CANTAREIS COMIGO:VITÓRIA, VITÓRIA, HOSANA! Eu vos amo muito! E porque muito vos amo, não Me canso de conceder novas graças a vocês. Por isso reafirmo aquilo que disse na quarta-feira passada: EU ALCANCEI DO MEU SENHOR A GRANDE MERCÊ, PARA TODOS OS MEUS FILHOS QUE USAM A MINHA MEDALHA DAS LÁGRIMAS, QUE EU REVELEI A MINHA FILHINHA AMÁLIA AGUIRRE. ESTA GRAÇA É A INDULGÊNCIA, O PERDÃO COMPLETO DAS CULPAS TODOS OS SÁBADOS, PARA OS MEUS FILHOS QUE USAREM A MINHA MEDALHA DAS LÁGRIMAS COM AMOR, NO PESCOÇO DURANTE TODA A SUA VIDA. ESTA GRANDE GRAÇA EU ALCANCEI DO MEU DIVINO FILHO, PELOS MÉRITOS DAS MINHAS DORES E LÁGRIMAS. E O MEU FILHO A CONCEDEU A MIM PELO GRANDE AMOR QUE ELE ME CONSAGRA E PELA GRANDE MISERICÓRDIA E BONDADE QUE ELE TEM PARA COM TODOS VÓS MEUS FILHOS, ESPECIALMENTE PARA COM ESTE SANTUÁRIO QUE PARA MIM É TÃO QUERIDO, É O MAIS AMADO, É A MENINA DOS MEUS OLHOS, PARA COM O MEU FILHO MARCOS, O MAIS ESFORÇADO DOS MEUS FILHOS, PARA QUE ASSIM FIQUE ETERNAMENTE PATENTE A MINHA GRANDE BONDADE, A MINHA GRANDE PREDILEÇÃO PARA ESTE LUGAR, PELO MEU FILHINHO MARCOS, POR VÓS QUE ME ESCUTAIS AGORA E QUE USAIS A MINHA MEDALHA DAS LÁGRIMAS COM AMOR! A todos neste momento, abençôo com os méritos das Minhas Dores e Lágrimas, com as virtudes dos Mistérios do Sacratíssimo Rosário e com todas as graças eficazes do Meu Coração Imaculado: dePOMPÉIA,deFÁTIMAe deJACAREÍ. A Paz Meus filhos. A Paz Marcos o mais esforçado dos Meus servidores.”
MENSAGEM DE SANTA FELICIDADE
“-Meus amados irmãos, Eu, FELICIDADE, serva do Senhor, serva de Maria Santíssima, venho hoje abençoar-vos e dizer-vos:
PAZ! PAZ AOS VOSSOS CORAÇÕES! NADA PERTURBE A VOSSA PAZ! NADA DESTRUA A VOSSA PAZ! PERMANECEI SEMPRE EM PAZ! Vinde, vinde alegrar-vos no amor do Senhor. Vinde alegra-vos na cruz do Senhor. Vinde alegra-vos no amor da virgem Santíssima. Vinde procurar a fonte da vida que aqui está aberta para cada um de vós. Procurai a fonte da vida,que nestes tempos finais foi largamente aberta para vós pelo Senhor através dasAPARIÇÕES DA VIRGEM SANTÍSSIMA. Bebei a água das Suas mensagens que brotam da fonte do Seu amor imenso por todos vós, para que assim a vossa sede seja finalmente saciada, a vossa alma possa finalmente sentir o amor, sentir a plenitude da graça, da paz e da alegria que sempre procurou! Bebei sempre mais desta água salutar das Mensagens da Mãe de Deus,onde vós encontrareis toda a inspiração, toda a resposta, toda a luz, todo o ânimo e toda a força para seguirdes em frente a cada dia na vossa caminhada rumo à santidade, rumo ao Céu, rumo a Deus. Bebendo desta água puríssima, vós tereis perfeita saúde espiritual, lavareis de vossas almas toda a impureza, toda a nódoa de pecado, tornareis as vossas almas belas, renovadas, revigoradas e, sobretudo, cheias de força, saúde espiritual para caminhardes todos os dias da vossa vida na estrada da santidade, do amor e da graça com passo firme e decidido. Vinde beber à Fonte da Vida, da qual brota toda a alegria do Senhor, que Aqui neste Lugar Sagrado das APARIÇÕES DE JACAREÍ, vos foi largamente concedida e dada a beber. Aqui, a ÁGUA DA GRAÇA jorra sem cessar para todos, o que se pede é apenas boa vontade e que cada um de vós estenda a sua mão para tomar desta água e bebê-la em abundância. Quanto mais beberdes desta água mais ela jorrará para vós, porque ela brota da Fonte do eterno amor que jamais se esgota. Bebei, bebei e lavai os vossos lábios, os vossos lábios ressequidos sem amor, sedentos de paz, de felicidade, de esperança e esta água tornará novamente as vossas almas cheias de fé, esperança, amor, paz e alegria. E com esta paz e esta alegria, com esta fé e esperança, vós sereis capazes de mudar não somente as vossas vidas, mas também as vidas de todos os vossos irmãos, do mundo inteiro! Vinde beber à Fonte da vida,que Aqui neste Lugar sagrado a VIRGEM MARIA abriu para vós e que jorra há tantos anos a água, a água que brota do Trono do Cordeiro, do Trono da Graça. Cada um de vós poderá beber, poderá levar e tomar desta água o quanto quiser, na há limite, vós bebereis o quanto vós quiserdes e o quanto vós fordes capazes de beber. Esta água vos é dada com sumo amor e caridade, por isso a ninguém jamais foi negada, a ninguém jamais será negada, nem de ninguém jamais será confiscada. Vós, estendei as mãos, bebei, bebei largamente desta água que jorra para vós dando-vos sempre mais a graça do alto, tornando-vos sempre mais fortes para combaterdes as forças do mal e cumprirdes a vossa missão aqui na Terra. Vinde beber às fontes da vida,às fontes que jorram do Trono do Senhor, onde as vossas almas conhecerão um pouco daquela alegria, daquela felicidade, daquele amor e daquela vida divina que Nós os bem aventurados, gozamos e temos no Paraíso. E vós já na Terra em carne mortal, podereis exultar de alegria em Deus, podereis cantar os Seus louvores e transformar mesmo a vossa vida num hino vibrante de amor, que toda a criatura poderá ouvir, poderá compreender. E então, convosco poderão também entoar para maior glória do Senhor, da Virgem Santa, e para maior Triunfo da verdade. Eu, FELICIDADE, estou convosco todos os dias, acompanho-vos no vosso peregrinar na Terra, ajudo-vos sempre mais a servirdes com prontidão, perfeição e exatidão à Virgem Santíssima. Estou sempre atenta às vossas necessidades, vejo já de antemão tudo aquilo que vós precisais, previno-vos também de todas as tentações de Satanás, para ajudar-vos sempre mais a vencê-lo com o vossonãoàs suas sugestões malignas e com o vossosimdado sempre mais com amor e generosidade a Deus, à Virgem Santíssima e à vontade Dela. Tomo vossas Mãos cada dia para conduzir-vos pelo caminho da verdade, da graça e da paz, uno a Minha oração com a vossa colhendo as rosas que saem a cada conta do vosso Terço que rezais, para assim, apresentar as vossas rosas mais luminosas, as vossas orações mais intensas, mais profundas, mais confiantes no Trono da Santíssima Trindade e da Mãe de Deus, para alcançar para vós toda a sorte de graças. Cubro-vos com o Meu Manto de Luz para vos esconder dos olhos malignos de Satanás, de modo que ele não vos possa ver, não vos possa ferir, não vos possa derrubar. Cubro –vos sempre mais com Meu Manto de Luz, para defender-vos de toda a sorte de ataque de Satanás. Nos momentos de sofrimento estou mais perto de vós do que nunca, por isso, lembrai-vos de Mim para que vós não caiais na tristeza, nem no desespero. Chamai por Mim e Eu virei imediatamente consolar-vos e confortar-vos e pouco a pouco vos conduzirei à solução de todos os vossos problemas e sofrimento e à vitória. Não duvideis nunca, Eu vos amo com o amor divino e sobrenatural, e por isso desejo, desejo imensamente conduzir-vos ao Céu onde podereis ser felizes ao Meu lado para sempre cantando os louvores do Senhor. Por isso vinde a Mim, em todas as vossas necessidades, sofrimentos e aflições. Vinde a Mim, sobretudo, para que Eu vos ensine a verdadeira santidade. Vinde a Mim para que Eu vos dê sempre mais a beber da Água da Graça, da Fonte da vida, da qual tanto vos falei nesta Minha primeira Mensagem Aqui. Aquele que Me pedir da água da Fonte da Vida, da água da Graça Eu lhe darei abundantemente e sem reservas. Vinde a Mim, com os cântaros, com os jarros das vossas orações cheios de fé, de amor e de esperança e Eu vos darei ilimitadamente a beber da água da vida da qual Eu Sou plenamente saciada. A todos neste momento abençôo com amor e com generosidade, dando-vos todas as graças copiosas que o Altíssimo neste dia Me concedeu para derramar sobre vós.”
Josefina Vannini Giuditta nasceu em 17 de julho de 1859, em Roma, Itália. Aos sete anos, ficou órfã dos pais, Ângelo Vannini e Anunziata Papi, e foi separada dos irmãos. O mais novo ficou com um tio; a mais velha, com as irmãs de São José; e ela foi enviada para o Orfanato das Filhas da Caridade, em Roma, que a educaram dentro da fé cristã e a prepararam para a vida, com o diploma de professora.
Aos vinte e um anos de idade, ingressou como noviça das Filhas da Caridade, em Siena. Não se adaptando às Regras da Congregação, voltou para o orfanato como professora. Mas sentia o chamado para a vida religiosa, por isso cada vez mais rezava e fazia penitências. Em 1891, quando participava de um retiro orientado pelo padre camiliano Luiz Tezza, agora proclamado santo, resolveu aconselhar-se com ele. Esse padre estava encarregado de renovar as Terciárias Camilianas e naquele momento teve uma inspiração: afiançar àquela jovem a realização do projeto. Giuditta, confiando no sinal dado por Deus, aceitou a tarefa.
Tão logo se confirmou seu temperamento de fundadora e religiosa, padre Tezza informou à Ordem dos Camilianos que obtivera a autorização do cardeal de Roma para dar seqüência à iniciativa. Em 1892, Giuditta e mais duas religiosas formaram a primeira comunidade da nova família camiliana. No ano seguinte, vestiram o hábito e ela foi nomeada superiora, adotando o nome Josefina. As Regras da Congregação foram formuladas e a finalidade definida: dar assistência aos doentes, em domicílio também.
No final de 1894, eram quatro casas e as dificuldades financeiras, imensas. Precisavam da autorização definitiva do Vaticano, com urgência. Naquele ano, o papa Leão XIII havia decidido não aprovar novas congregações religiosas em Roma. Para as irmãs tudo parecia perdido. Entretanto madre Josefina agiu como fundadora e recorreu ao velho conselheiro, padre Tezza. Ele, contando com o apoio do cardeal de Roma, redirecionou as atividades das religiosas para uma "pia associação" com dependência total do cardeal, até a aprovação final. Assim, a Obra pôde continuar.
Em 1900, padre Tezza foi transferido para a América Latina. E manteve apenas uma correspondência epistolar com a fundadora e a Congregação até morrer, em 1923, na cidade de Lima, Peru. Porém o distanciamento do precioso conselheiro não esmoreceu madre Josefina. Ela manteve o ânimo das irmãs e o peso do recente Instituto. Amparada na segurança da ajuda da Divina Providência e confiante na fé em Cristo, estendeu a Instituição para várias localidades da Europa e da América do Sul.
Madre Josefina, mesmo com a saúde debilitada por uma doença do coração, visitava as novas casas acompanhando as irmãs, com amabilidade e vigor. Em 1909, depois de tantas resistências, receberam a tão esperada autorização eclesiástica e tornaram-se uma Congregação religiosa com o título de "Filhas de São Camilo".
Após alguns meses de sofrimento ocasionado pela enfermidade, a fundadora morreu em 23 de fevereiro de 1911. Madre Josefina Vannini foi beatificada pelo papa João Paulo II em 16 de outubro de 1994, data que ele indicou para a celebração da festa litúrgica em sua memória.
São Geraldo Majela Filho da modesta e pobre família do alfaiate Majela, Geraldo nasceu no dia 6 de abril de 1726, numa pequena cidade chamada Muro Lucano, no sul da Itália. De constituição física muito frágil, cresceu sempre adoentado, aprendendo o ofício com seu querido pai.
Aos quatorze anos de idade ficou órfão de pai e, com a aprovação da mãe, Benedita, quis tornar-se um frade capuchinho. Mas foi recusado por ter pouca resistência física. Entretanto o jovem Geraldo Majela não era de desistir das coisas facilmente. Arrimo de família, foi trabalhar numa alfaiataria da cidade. Mais tarde, colocou-se a serviço do bispo de Lacedônia, conhecido pelos modos rudes e severos, suportando aquele serviço por vários anos, até a morte do bispo.
A forte vocação religiosa sempre teve de ser sufocada, porque não o aceitavam. Com dezenove anos de idade, voltou para Muro Lucano, onde montou uma alfaiataria. Recebia um bom dinheiro. Dava tudo de necessário para sua mãe e suas irmãs, com o restante ajudava os pobres. Na cidade todos sabiam que Geraldo dava o dote necessário às moças pobres que desejavam ingressar na vida religiosa. E se preciso, conseguia a vaga de noviça.
Só em 1749, quando uma missão de padres redentoristas esteve em Muro Lucano, Geraldo conseguiu ingressar na vida religiosa. Tanto importunou o superior, padre Cafaro, que este acabou cedendo e o enviou para o convento de Deliceto, em Foggia.
Enquanto era postulante, passou por muitas tentações e aflições, mas resistiu e venceu todos os obstáculos. Professou os primeiros votos, aos vinte e seis anos de idade, naquele convento. E surpreendeu a todos com seu excelente trabalho de apostolado, simples, humilde, obediente, de oração e penitência. Chegou a ser encarregado das obras da nova Casa de Caposele; depois, como escultor, começou a fazer crucifixos. Possuindo os dons da cura e do conselho, converteu inúmeras pessoas, sendo muito querido no convento e na cidade.
Mas mesmo assim viu-se envolvido num escândalo provocado por uma jovem que ele ajudara. Foi em 1754, quando Néria Caggiano, não se adaptando à vida religiosa, voltou para casa. Para explicar sua atitude, espalhou mentiras e calúnias. Para isso escreveu uma carta ao superior, na época o próprio fundador, santo Afonso, acusando Geraldo de pecados de impureza com uma outra jovem.
Chamado para defender-se, Geraldo preferiu manter o silêncio. O castigo foi ficar sem receber a santa comunhão e sem ter contato com outras pessoas de fora do convento. Ele sofreu muito. Somente depois que a calúnia foi desmentida pela própria Néria, em uma outra carta, é que Geraldo pôde voltar a receber a eucaristia e a trabalhar com o afinco de sempre na defesa da fé e na assistência aos pobres. O povo só o chamava de "pai dos pobres".
Mas a fama de sua santidade, curiosamente, vinha das jovens mães. É que as socorridas por ele durante as aflições do parto contavam, depois, que só tinham conseguido sobreviver graças às orações que ele rezava junto delas, tendo o filho nascido sadio.
De saúde sempre frágil, Geraldo Majela morreu no dia 16 de outubro de 1755, no Convento de Caposele, com vinte e nove anos de idade. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres atribuídos à sua intercessão, especialmente em partos difíceis. Em 1893, ele foi beatificado, sendo declarado o padroeiro dos partos felizes. Em 1904, o papa Pio X canonizou-o e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.
Santa Edwiges "[...] e quanto mais alta for a posição social, tanto mais obrigação se tem de edificar o próximo com o bom exemplo." São palavras de uma duquesa cuja única riqueza, maior que suas posses, era o espírito religioso e solidário, Edwiges, soberana da Silésia e da Polônia.
Virtude foi o que ela mais exibiu e vivenciou em todas as fases da sua existência, primeiro como donzela, depois como esposa e, finalmente, como viúva. Nobre, Edwiges nasceu em 1174, na Bavária, Alemanha. Ainda criança, já mostrava mais apego às coisas espirituais do que às materiais, apesar de dispor de tudo o que quisesse comprar ou possuir. Em vez de divertir-se em festas da Corte, preferia manter-se recolhida para rezar.
Aos doze anos, como era convencionado nas casas reais, foi dada em casamento a Henrique I, duque da Silésia e da Polônia. Ela obedeceu aos pais e teve com o marido sete filhos. Quando completou vinte anos, e ele trinta e quatro, sentiu o chamado definitivo ao seguimento de Jesus. Então, conversou com o marido e decidiram manter dentro do casamento o voto de abstinência sexual.
Edwiges entregou-se, então, à piedade e caridade. Guardava uma pequena parte de seus ganhos para si e o resto empregava em auxílio ao próximo. Quando descobriu que muitas pessoas eram presas porque não tinham como saldar suas dívidas, passou a ir pessoalmente aos presídios para libertar tais encarcerados, pagando-lhes as dívidas com seu próprio dinheiro. Depois, ela também lhes conseguia um emprego, de modo que pudessem manter-se com dignidade.
Construiu o Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, ajudou a restaurar os outros e mandou erguer inúmeras igrejas. Desse modo, organizou uma grande rede de obras de caridade e assistência aos pobres. Além disso, visitava os hospitais constantemente, para, pessoalmente, cuidar e limpar as feridas dos mais contaminados e leprosos. Mas Edwiges tinha um especial carinho pelas viúvas e órfãos.
Veio, então, um período de sucessivas desventuras familiares. Num curto espaço de tempo, assistiu à morte, um a um, dos seus seis filhos, ficando viva apenas a filha Gertrudes. Em seguida, foi a vez do marido. Henrique I fora preso pelos inimigos num combate de guerra e, mesmo depois de libertado, acabou morrendo, vitimado por uma doença contraída na prisão.
Agora viúva, e apesar da dura provação, Edwiges continuou a viver na virtude. Retirou-se do mundo, ingressou no convento que ela própria construíra, do qual a filha Gertrudes se tornara abadessa. Fez os votos de castidade e pobreza, a ponto de andar descalça sobre a neve quando atendia suas obras de caridade. Foi nessa época que recebeu o dom da cura, e operou muitos milagres, em cegos e outros enfermos, com o toque da mão e o sinal da cruz.
Com fama de santidade, Edwiges morreu no dia 15 de outubro de 1243, no Mosteiro de Trebnitz, Polônia. Logo passou a ser cultuada como santa e o local de sua sepultura tornou-se centro de peregrinação para os fiéis cristãos. Em 1266, o papa Clemente IV canonizou-a oficialmente. A Igreja designou o dia 16 de outubro para a celebração da sua festa litúrgica. O culto a santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados, é muito expressivo ainda hoje em todo o mundo católico e um dos mais difundidos do Brasil.
Santa Margarida Maria Alacoque Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque. Teve uma juventude difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas.
Recebeu toda formação cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. Depois vieram as dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não identificada, que a manteve na cama por um longo período. Como nada na medicina curava o seu mal, Margarida, então, prometeu a Nossa Senhora entregar todos os seus dias a serviço de Deus caso recuperasse a saúde. Para sua própria surpresa, logo retornou à sua vida normal. Convencida da intervenção da Providência Divina em favor de sua vida terrena, aos vinte e quatro anos de idade entrou para a Ordem da Visitação, fundada por são Francisco de Sales.
Tomou o nome de Margarida Maria e fez o seu noviciado, um tempo de iluminação e sofrimento. Rezando e contemplando Jesus eucarístico passou a dialogar com o próprio Cristo, que lhe expôs o coração dilacerado e fez revelações sobre a necessidade de mais amor e devoção à eucaristia.
Essas experiências místicas foram severamente contestadas pelos religiosos e religiosas da sua época. A pobre monja foi testada e provada de todas as maneiras possíveis, várias vezes, para comprovar suas narrativas. A humanidade, na época, estava assolada pela peste e tremia diante da eminência da morte. O coração do povo era levado a um "Deus duro do castigo". Mas as visões e mensagens de Margarida Maria não, pois apontavam para o "Deus do amor e da salvação", o que gerava uma forte oposição.
O padre jesuíta Cláudio de la Colombière, porém, respeitado estudioso das manifestações dos sinais de Deus, verificou que a mensagem que ela transmitia era verdadeira. Com o seu apoio e orientação espiritual, as experiências místicas de Margarida Maria começaram a ser vistas de outra maneira. Aos poucos, essa mensagem era assimilada por todos os conventos da Visitação, assim como pelo clero. O culto ao Sagrado Coração de Jesus começou a ser difundido também entre os fiéis. Até que ela própria, antes de morrer, pôde ver muitos de seus críticos cultuando e propagando a devoção do Sagrado Coração. E foi assim que, depois de algum tempo, a mensagem estava espalhada por todo o mundo católico.
Faleceu com apenas quarenta e três anos de idade, no dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na sua França. Foi canonizada, em 1920, pelo papa Bento XV. Santa Margarida Maria Alacoque teve a data de sua festa litúrgica antecipada por um dia para não coincidir com a de santo Inácio de Antioquia.
Santa Teresa d'Ávila Nunca um santo ou santa mostrou-se tão "carne e osso" como Teresa d'Ávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo. Nascida no dia 28 de março de 1515, seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz d'Ávila y Ahumada, a educaram, junto com os irmãos, dentro do exemplo e dos princípios cristãos. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao Oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem-na encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico.
Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai. Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada. Por isso, ele a colocou para estudar no colégio das agostinianas em Ávila. Após dezoito meses, uma doença grave a fez voltar para receber tratamento na casa de seu pai, o qual se culpou pelo acontecido.
Nesse período, pela primeira vez, Teresa passou por experiências espirituais místicas, de visões e conversas com Deus. Todavia as tentações mundanas não a abandonavam. Assim atormentada, desejando seguir com segurança o caminho de Cristo, em 1535, já com vinte anos, decidiu tornar-se religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como na infância, resolveu fugir, desta vez com sucesso. Foi para o Convento carmelita da Encarnação de Ávila.
Entretanto a paz não era sua companheira mais presente. Durante o noviciado, novas tentações e mais o relaxamento da fé não pararam de atormentá-la. Um ano depois, contraiu outra doença grave, quase fatal, e novamente teve visões e conversas com o Pai. Teresa, então, concluiu que devia converter-se de verdade e empregou todas as forças do coração em sua definitiva vivência da religião, no Carmelo, tomando o nome de Teresa de Jesus.
Aos trinta e nove anos, ocorreu sua "conversão". Teve a visão do lugar que a esperaria no inferno se não tivesse abandonado suas vaidades. Iniciou, então, o seu grande trabalho de reformista. Pequena e sempre adoentada, ninguém entendia como conseguia subir e descer montanhas, deslocar-se pelos caminhos mais ermos e inacessíveis, de convento em convento, por toda a Espanha. Em 1560, teve a inspiração de um novo Carmelo, onde se vivesse sob as Regras originais. Dois anos depois, fundou o primeiro Convento das Carmelitas Descalças da Regra Primitiva de São José em Ávila, onde foi morar.
Porém, em 1576, enfrentou dificuldades muito sérias dentro da Ordem. Por causa da rigidez das normas que fez voltar nos conventos, as comunidades se rebelaram junto ao novo geral da Ordem, que também não concordava muito com tudo aquilo. Por isso ele a afastou. Teresa recolheu-se em um dos conventos e acreditou que sua obra não teria continuidade. Mas obteve o apoio do rei Felipe II e conseguiu dar seqüência ao seu trabalho. Em 1580, o papa Gregório XIII declarou autônoma a província carmelitana descalça.
Apesar de toda essa atividade, ainda encontrava espaço para transmitir ao mundo suas reflexões e experiências místicas. Na sua época, toda a cidade de Ávila sabia das suas visões e diálogos com Deus. Para obter ajuda, na ânsia de entender e conciliar seus dons de espiritualidade e as insistentes tentações, ela mesma expôs os fatos para muitos leigos e não apenas aos seus confessores. E ela só seguiu numa rota segura porque foi devidamente orientada pelos últimos, que eram os agora santos Francisco Bórgia e Pedro de Alcântara, que perceberam os sinais da ação de Deus.
A pedido de seus superiores, registrou toda a sua vida atribulada de tentações e espiritualidade mística em livros como "O caminho da perfeição", "As moradas", "A autobiografia" e outros. Neles, ela própria narra como um anjo transpassou seu coração com uma seta de fogo. Doente, morreu no dia 4 de outubro de 1582, aos sessenta e sete anos, no Convento de Alba de Torres, Espanha. Na ocasião, tinha reformado dezenas de conventos e fundado mais trinta e dois, de carmelitas descalças, sendo dezessete femininos e quinze masculinos.
Beatificada em 1614, foi canonizada em 1622. A comemoração da festa da transverberação do coração de Santa Teresa ocorre em 27 de agosto, enquanto a celebração do dia de sua morte ficou para o dia 15 de outubro, a partir da última reforma do calendário litúrgico da Igreja. O papa Paulo VI, em 1970, proclamou santa Teresa d'Ávila doutora da Igreja, a primeira mulher a obter tal título.